quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ela Disse Adeus - Os Paralamas do Sucesso

Refrão:
Ela disse adeus
(Now the deed is done
As you blink she is gone
Let her get on with life
Let her have some fun)



Ela disse adeus, e chorou
Já sem nenhum sinal de amor
Ela se vestiu, e se olhou
Sem luxo mas se perfumou
Lágrimas por ninguém
Só porque, é triste o fim
Outro amor se acabou



Ele quis lhe pedir pra ficar
De nada ia adiantar
Quis lhe prometer melhorar
E quem iria acreditar
Ela não precisa mais de você
Sempre o último a saber

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Sobre você

"A borboleta na verdade era um Dragão" 
(Oz)
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"Ouvia-se a maciez de um sabor prateado"
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http://www.albinoblacksheep.com/flash/llama
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"Se é pra ter um amor, que seja para a vida toda.
Se não é pra vida toda, que não seja amor."
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Uma só palavra tua
E o viver monótono que me acompanha
Ganhará as cores do arco-íris,
Subirá as montanhas do Nepal,
Atravessará a Cordilheira dos Andes,
Cruzará o Canal da Mancha
E se perderá no Triângulo das Bermudas.

Uma só palavra tua
E o muro de Berlim que me rodeia cairá por terra,
Libertando-me das garras do inferno de Java,
Abrirá minhas asas para o vôo de Ícaro
E, queimando meus temores,
Fará pousar meus amores na clareira recém-aberta,
Desenhada pelo teu eterno sorriso de Mona Lisa.
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Epígrafe

Murmúrio de água na clepsidra gotejante,
Lentas gotas de som no relógio da torre,
Fio de areia na ampulheta vigilante,
Leve sombra azulando a pedra do quadrante
Assim se escoa a hora, assim se vive e morre...

Homem, que fazes tu? Pra que tanta lida,
Tão doidas ambições, tanto ódio e tanta ameaça?
Procuremos somente a Beleza, qua a vida
É um punhado infantil de areia ressequida,
Um som de água ou de bronze e uma sombra que passa...
(Eugenio de Castro)
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Fala

Tudo
será difícil de dizer:
a palavra real
nunca é suave.

Tudo será duro:
luz impiedosa
excessiva vivência
consciência demais do ser.

Tudo será
capaz de ferir. Será
agressivamente real.
Tão real que nos despedaça.

Não há piedade nos signos
e nem no amor: o ser
é excessivamente lúcido
e a palavra é densa e nos fere.

(Toda palavra é crueldade)
(Orides Fontela)
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Picture:

Uma cama, um netbook, um celular. Cabos, fones de ouvido plugados ao computador, um mp3, um pendrive roxo, e conectado na tomada.
Sobre o teclado, os óculos. Na tela algo com imunologia, e quadrinhos sobre elfos e lobos. Blog, Facebook, Tumblr.
Os pés levantados, no lado da cabeceira, a calça de moletom escorregando, revelando as pernas. A cabeça apoiada nos braços perto do computador, nos pés da cama.
Em algum lugar próximo, um livro, casaco, mochila. Papéis presos na parede, fitas. Memórias.
Camiseta preta, relógio, algo amarrado no pulso (uma fita talvez?), um chapéu pendurado numa cadeira.
Dorme.

(Eterna construção)

sábado, 4 de janeiro de 2014

expectativas e o que deveria estar.

Eu não quero que as pessoas esperem nada de mim. Não criem expectativas por que eu não vou cumpri-las. Não vou conseguir ou não vou querer, e só isso.
Tem momentos em que eu fico ainda menos sociável. Quero me esconder nos livros, jogos, e amigos pouco próximos. Mas os que me conhecem e reconhecem a falta de luz nos meus olhos, desses eu me afasto.
Eu não quero a preocupação, eu não quero a ajuda, eu não quero que vejam que estou assim, e por isso fujo.
Sabe quando se fala, pra não perguntar pras pessoas por que elas estão chorando, e sim dar um abraço e perguntar o que aconteceu ou o que pode ser feito?
É a mesma sensação, mas se a pessoa percebe que eu não estou igual.
As vezes acho que isso tem a ver com nervosismo, talvez com a época do ano. Talvez com o tédio ou com a falta de tempo. Não sei. Talvez tenha a ver com hormônios, e isso me da ódio. Não quero que algo químico controle a minha mente, apesar de saber sobre fisiologia o suficiente pra entender que é impossível separar a pessoa "mental" dos processos fisiológicos.
Mas irá muito. Parece que quando eu estou assim, não sou completamente e puramente eu. Tem essa coisa controlando meu humor contra minha vontade.
Ódio disso.
Inclusive por que eu acabo tomando decisões, mesmo afetadas pelos hormônios, e isso é irreversível.
Não sei, só queria me sentir eu, e feliz como eu deveria estar, queria estar, e não estou.

mistura de tudo que é em mim - incompleto

tantos começos possíveis.  E nenhum que me parece bom.
Peguei a cane(c/t)a com a ideia de (des)afogar tudo. Mas o que é tudo? Já não sei.
Só sei que sinto, e muito junto, e tudo tanta coisa.

Sem ela lá, rompe-se o ultimo elo com o passado. O começo, em março, de pessoas que não sabiam exatamente onde estavam indo, mas pelo menos estavam caminhando, e juntas.
Já não vejo nenhum nome de antigamente. Me pergunto o que restou de mim.

Também vejo a minha frente uma encruzilhada. De certa forma, eu que irei escolher. Mas o golpe final cabe ao destino.
De um lado, a promessa do sumiço que acalma as dores, a distância que nos protege de abrir muito as feridas. E eu tenho sentido em mim essas feridas. Por outro, uma nova luta, um novo futuro totalmente incerto. O que irá acontecer nele? Não dependerá mais de mim.
Eu não sei o que quero, se te quero ou só o que você representa pra mim. Mas ainda queria saber, participar. O que somente seria danoso.....

Não sei, nunca soube, o que estou fazendo. Nem me iludi achando que sabia.
   
Não entendo, por que esse cansaço?  Não faço nada, não ando, não penso, durmo muito, e o cansaço e o sono continuam aqui. De onde veio? Por que não melhora?

Faz um ano que algo quebrou, e eu nem sei o que é pra conseguir consertar.
Mas, com certeza, a razão se encontra na viagem. Uma pessoa planejou ir. E outra voltou.