Sinos de ventos. E Fitas.
Era o que se via na varanda daquela casa, linda, forte, e talvez fria.
Ela morava sozinha, é claro, pois não precisava de ninguém xeretando o que fazia. Nunca precisava de ninguém.
E mesmo assim, as vezes pensava que ele podia fazer falta.
Tola.
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Ele subiu as escadas e bateu na porta novamente.
Já não era a primeira, nem a segunda vez que ela não atendia a porta depois do que aconteceu. Por que ela tinha que ser tão difícil?
Mas, se não fosse tão difícil, não seria ela. E era somente ela que ele queria.
Talvez não devesse ter anunciado a todos antes de pedi-la em casamento pessoalmente.
Mas ele quis provar pra ela que faria tudo por eles, inclusive casar com ela, apesar das complicações sociais.
Não é como se ela fosse achar outro pretendente, nem procurasse. E uma boa moça nessa sociedade não deveria viver sozinha pra sempre.
Mas ela nunca foi boa.
Ele sorriu sob esse pensamento, e decidiu voltar mais uma vez, mais tarde.
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- Não vai me deixar em paz? - veio a voz as suas costas.
Ele se virou e começou a subir a escada da varanda de novo, um meio sorriso no rosto. - Achei que a sua raiva nunca ia passar. Apesar de que eu não entendi o que fiz de errado.
-Nem mais um passo. É por isso que você insiste em vir aqui? Minha porta fechada não foi o suficiente para você sumir?
- Violeta.. Se você não quer se casar, eu posso não entender mas não vou te forçar a nada. Mas por que não conversa comigo, que mal eu te fiz?
- Que mal me fez? Potter, você é mais cego do que eu esperava!- Com um suspiro ela saiu da janela e abriu a porta. - Entre, não vou deixar mais pessoas escutando essa conversa.
Ele tentou pegar sua mão, ela o empurrou e indicou uma cadeira.
- Veja bem Harry, quando nós queríamos, você vinha pra cá, pra minha casa, e deixávamos a sociedade lá fora. Era você e eu. - Ela andava de um lado a outro da sala simples e de bom gosto - Agora, alem de estragar a sua carreira politica com esse anuncio tolo, ainda me colocou embaixo de um holofote. Eu sempre fui alvo de fofocas, por que tenho meu próprio estilo de vida. Mas isso não era pra incluir você.
- Pansy - seu apelido, dito num tom mais baixo - eu realmente quero casar com você. Eu quero mostrar meu orgulho de estar com você. Preciso de alguém que torne minha casa menos vazia. E quero que seja você. Imagine os bailes, em que poderíamos ir juntos, poderíamos até dançar!
- Se você quer uma boneca de porcelana para exibir por ai, leve a Weasley, ela ficará muito contente de se pavonear por ai. E acho que dará uma dona de casa tola o suficiente para você. Eu tenho minha vida, minha casa, e não vou mudar isso. - Completou com um sorriso maroto, e seu clássico - Potter.
- Pelo menos dance comigo - e dessa vez ela o deixou levantar e pega-la nos braços, girando pela sala. - Não vou mais mudar nada, se algum dia você quiser, estarei aqui.
Sua saia rodava, eles até riram aquele dia.
Ela até achou que a vida deles podia voltar ao normal.
Tola.
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Ela nunca se casou.
Ele continuou a visitando até a véspera do seu casamento com Ginny Weasley, três anos depois. Um casamento politico, segundo ele.
Ela disse que não importava. Afinal, o casamento é uma grande instituição. E ela não estava pronta pra instituições ainda.
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